Wagner minimiza manifestações

14/03/2016 - 17:35 |

 

REDAÇÃO

Foto: Fernando Frazão/ABr

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, minimizou as manifestações contra o governo federal, que reuniram mais de 3 milhões de pessoas nas ruas de 400 cidades do país, no domingo (13). O ministro diz que o governo reconhece que as manifestações ocorridas nesse domingo (13) foram “vigorosas”, mas que também considera que elas foram produzidas por federações de empresas.

“Nessa manifestação tem uma agenda que considero negativa porque não tem uma proposição. Tem um “tira fulana” e pronto. Isso não vai resolver o problema do Brasil. Impeachment não é remédio nem para impopularidade nem para crise econômica. De qualquer forma, deve ter animado a oposição”.

Segundo o ministro, o governo não tem “nada de bombástico para anunciar” como resposta às ruas. “O que a gente vai fazer é apressar o que já vem fazendo. Tem vários componentes, mas o componente que considero fundamental é o da economia. Se a economia estiver apontando desemprego e diminuição da atividade econômica, não há alegria nas pessoas. Se você tem um processo que é de baixa da atividade econômica, evidentemente que há um mau humor no comércio, na casa das pessoas, nas famílias. A retomada econômica é o único remédio que eu acho que tem que ser feito e esse remédio está sendo pensado”, acrescentou.

Manifestação da minoria - Na avaliação de Wagner, os protestos de ontem não enfraquecem o governo. “As pessoas que estão indo à rua têm um perfil claramente oposicionista. Se 51 milhões de pessoas foram às urnas na eleição de 2014 para ser contra o governo da presidente Dilma ou do PT, acho que o protesto não enfraquece. É uma parcela da população. O que o governo precisa para ter mais gás é a recuperação da economia, a volta da geração de empregos. É o bem-estar da população que dá o pró e o contra de um governo. Protesto faz parte da vida democrática. O protesto mostra que o povo quer instituições transparentes e fortes, que respeitem umas às outras como está previsto na Constituição”, disse.

Para o ministro, diferentemente dos atos no período da Diretas Já, em 1984, e do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, a manifestação atual contra o governo é grande, mas segmentada. “É óbvio que tem gente que votou na Dilma e não está satisfeito. É só olhar as pesquisas. Nós perdemos musculatura e isso nós reconhecemos. Não necessariamente perdemos musculatura para a oposição”, finalizou.

 

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