Ministro conhece teste do Zika

13/06/2016 - 17:59 |

 

REDAÇÃO

Foto: Camila Souza/GOVBA

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, conheceu, nesta segunda-feira (13), em Salvador, o teste sorológico rápido de identificação do Zika Vírus, desenvolvido pelo Governo da Bahia, por meio da Bahia Farma, em parceria com o Senai-Cimatec.

Acompanhado do vice-governador, João Leão, e do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o ministro avaliou o produto e falou sobre as intenções do governo federal em utilizar a iniciativa nacionalmente, no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministro, assim que forem realizados todos os procedimentos, será efetuada, junto à Bahia Farma, compra de grande volume dos testes, que estarão disponíveis pelo SUS.

“Vamos aguardar a negociação de preço, ver o volume que podemos comprar e vamos estabelecer a população em situação de risco que receberão prioridade. A população de risco será atendida em primeiro lugar. Desde já, é importante que tenhamos a capacidade de atender as mulheres em idade fértil e gestantes, por causa dos riscos de má formação congênita e microcefalia relacionados ao vírus”, destacou Ricardo Barros.

O teste rápido permite detectar se o paciente está com a doença ou se já foi infectado há mais tempo pelo vírus. O exame utiliza uma pequena amostra de soro do paciente e fornece os resultados em até 20 minutos.

O aparelho do exame é composto por dois dispositivos portáteis. Um deles reage à imunoglobulina M – das infecções de até duas semanas, e o outro à imunoglobulina G – infecção com tempo superior a duas semanas. Já registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agora o teste passará por avaliação de qualidade.

Segundo Vilas-Boas, o processo de autorização do Ministério tem recebido prioridade e algumas etapas legais ainda precisam ser vencidas para a absorção do teste e incorporação pelo SUS.

“Esse é um processo que já dura seis meses. Assim que for aprovado, temos condições de fornecer, de imediato, 100 mil testes rápidos. A nossa capacidade de produção é de até 500 mil unidades do exame, mensalmente, o que atende à demanda nacional. Solicitamos ao Ministério da Saúde recursos na ordem de R$ 7 milhões para investir na produção e ampliar ainda mais a nossa capacidade”, explicou o secretário.

 

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