Jaques Wagner diz que foi preciso ‘firmeza e muito pulso’ para acabar com a greve da PM

23/04/2014 - 15:33 |

 

REDAÇÃO

O governador Jaques Wagner, comentou, nesta quarta-feira (23), durante o programa de rádio “Conversa com o governador”, as ações do governo para acabar com a greve da Polícia Militar, há uma semana, e impedir que o movimento prosseguisse no feriado de Páscoa.

“Uma decisão completamente precipitada e unilateral atropelou um processo de negociação que estava em curso. Os baianos foram surpreendidos por um movimento que trouxe de volta o medo e a insegurança. Por conta disso, eu tive que reagir mantendo a serenidade, mas com firmeza e muito pulso”, afirma JW.

Segundo o governador, a greve foi deflagrada em momento indevido. “Foi uma semana de muita tensão, quando deveria ser de tranquilidade, porque é a semana da Páscoa. Mas, infelizmente, em função de uma decisão unilateral, totalmente desnecessária, o povo baiano passou por esse sofrimento, essa tensão toda”, disse.

Consequências – Para Wagner, uma das graves consequências da greve da PM foi o número de mortes violentas registradas no período: “A paralisação gerou um volume de assassinatos que cresceu muito em relação a um igual período de normalidade, inclusive com a perda da vida de cinco policiais militares. Eu considero que foi totalmente impróprio, além de ser ilegal e inconstitucional”, completa.

Sobre o encerramento da intervenção militar nas ruas de Salvador, o governador ainda se mostra temeroso. “Estou avaliando com o ministro da Justiça e também com o general que comanda as ações da Garantia da Lei e da Ordem, todos os dias, fazendo um balanço para ver o momento que a gente possa suspender a GLO, mas não tem data marcada para isso. Vai depender dessa avaliação diária”, conclui o governador.

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