Governo abre processo para apurar participação de servidores em rebelião de presos em Feira

11/11/2015 - 18:30 |

 

REDAÇÃO

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), instaurou, nesta quarta-feira (11), um processo administrativo disciplinar para apurar e definir a responsabilidade de três servidores, lotados no Conjunto Penal de Feira de Santana, distante 108 km de Salvador, por suposto envolvimento na concessão de regalias a detentos e pela facilitação à introdução de armas na unidade prisional.

O governo acredita que as regalias podem ter contribuído para a rebelião ocorrida em 25 de maio deste ano, que resultou na morte de nove presos e lesões corporais em quatro detentos.

Durante reunião do Programa Pacto pela Vida, realizada na manhã desta quarta, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o titular da Seap, Nestor Duarte, explicou que a portaria determina a apuração, mas não há ainda afastamento.

“Um grupo foi nomeado para fazer processo administrativo disciplinar, que vai definir pelo afastamento ou não, a depender dos elementos encontrados durante a apuração. Foi aberto um inquérito policial que não chegou a nenhum servidor, e sim a internos, que foram transferidos do presídio de Feira de Santana para o de Serrinha, que é um presídio de segurança máxima”, explicou.

Ainda segundo o secretário, a decisão de instaurar um inquérito administrativo é uma medida recomendável nestes casos. Foi estipulado um prazo de 60 dias, a partir da data de publicação do ato, para que a comissão conclua os trabalhos.

 

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