Dilma confirma anúncio na próxima semana de medidas para reduzir custo da energia elétrica

30/08/2012 - 15:43 |

 

REDAÇÃO

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) nesta quinta-feira (30), presidente Dilma Rousseff confirmou que o governo prepara novas medidas de estímulo à economia que afetarão o setor de energia elétrica e devem ser anunciadas na próxima semana. Ao lado do ministro da Fazenda, Giudo Mantega, a presidente criticou os altos juros bancários, afirmando que bancos ainda cobram uma taxa de juros inadequada.

De acordo com a presidente, o foco principal é a redução do custo que, segundo ela, se dará por meio da redução dos encargos setoriais que oneram a energia. “A redução de custo é a única forma que temos para enfrentar as décadas que virão. Iremos fazer um conjunto de medidas para reduzir o custo da energia baseado na reversão das concessões depois de vencido o prazo”.

Para Dilma, o país precisa ter mais eficiência no que diz respeito à logística, energia e tributação para dar competitividade à economia. Ela ressaltou que a mudança da estrutura tributária de um país não pode ser feita de uma hora para outra e que é preciso adotar as mudanças com com tranquiliadde.  “Temos que tornar racional o custo da tributação. Ele não pode impedir o investimento”, disse a presidente, complementando que a questão do fim da guerra dos portos é algo fundamental.

Dilma destacou ainda que o governo está adotando uma série de medidas para fazer frente à crise. Conforme ela, a receita adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi alterada. “O nosso modelo é de crescimento com distribuição de renda. Partimos de uma política de transferência de renda muito bem sucedida, herdada do presidente Lula, que se caracterizou pelo aumento emprego e pela saída da miséria de milhões de pessoas”, disse a presidente, destacando ações como o programa Brasil Sem Miséria, que ampliou o Bolsa Família e criou uma nova metodologia de localização das pessoas em situação de miséria.

Outro exemplo citado pela presidente foi o programa Brasil Carinhoso, que incide sobre a distribuição de renda por faixa etária no Brasil. “Um país tem que cuidar da construção da nacionalidade, e ela passa por crianças e jovens. É inadmissível que o país só olhe o PIB. Ele tem que olhar o PIB, mas também o que faz com as crianças e jovens”.

Por fim a presidente defendeu ser jsuto que parte do fundo social seja destinado à educação. “Nós sabemos que a educação é talvez o requisito de mais fôlego, força e envergadura para que o Brasil avance em todos os sentidos”, finalizou.

TAGS: