Baianos têm dificuldades para encontrar vacina contra a gripe

14/08/2016 - 17:43 |

 

REDAÇÃO

Com o inverno e as temperaturas mais baixas, é comum o aumento de casos de gripe na capital e no interior. O problema é que tem sido complicado encontrar a vacina nos postos de saúde do município para quem busca se proteger.

Em pelo menos dois postos de grande movimento, o Ramiro de Azevedo, no Campo da Pólvora, e o 5º Centro, nos Barris, a informação era, na sexta (12), de que não existiam doses da vacina. No estoque havia apenas doses para crianças que já haviam tomado a primeira vacina e, obrigatoriamente, teriam de tomar a segunda. A estimativa é de que novas doses só estejam disponíveis no próximo ano. A maioria das mães que levava seus filhos para vacinar, no entanto, estavam nos respectivos locais para imunizá-los contra outras doenças.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), foram registrados, este ano, 110 casos da gripe H1N1 em toda a Bahia, sendo 31 em Salvador, 12 em Vitória da Conquista e nove na cidade de Guanambi. Ao todo, foram 26 óbitos no estado, cinco na capital. Diante da situação, a população tem recorrido a clínicas particulares para ter acesso a vacina e ficar protegido. Para tanto, é necessário desembolsar entre R$ 130 e R$ 150.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que novas vacinas, de fato, só estarão disponíveis nos postos de saúde apenas nos meses de abril e maio do ano que vem, época em que normalmente acontecem as campanhas de vacinação. Na desse ano, segundo o órgão, foram aplicadas mais de 30 mil doses e mais de 90% do público alvo (crianças menores de seis anos, idosos, gestantes, entre outros) foi atingido, batendo a meta estipulada do Ministério da Saúde, que era de 80%.

Em todo o estado, de acordo com a Secretaria estadual de Saúde (SESAB), foram vacinadas 2,6 milhões das 3 milhões estimadas como publico alvo da campanha, o que corresponde a 91%.

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