Governo federal prefere BRT

1/08/2011 - 11:39 |

 

REDAÇÃO

Foto: arquivo.

O Ministério das Cidades informou oficialmente que vai vetar qualquer mudança pretendida por cidades nas obras para transporte visando a Copa de 2014, de acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira (1º) pelo jornal Folha de S. Paulo. Para fazer as mudanças, as cidades precisam de aval do ministério, já que as obras serão financiadas pela Caixa Econômica Federal.

O jornal diz ainda que, segundo o ministro das Cidades, Mário Negromonte, a orientação de não mudar o planejamento de transporte das cidades-sede da Copa do Mundo, partiu da presidente Dilma Rousseff. As obras devem estar contratadas até dezembro próximo e finalizadas até dezembro de 2013.

De acordo com o ministério, também ficou acertada a manutenção dos modais estabelecidos na chamada Matriz de Responsabilidade assinada com o governo federal no ano passado, no qual Salvador previu a construção de um corredor estruturante de BRT. Na terça-feira (26) e na quarta-feira passadas, houve reuniões entre representantes de Cuiabá e de Salvador com integrantes dos ministérios das Cidades e do Planejamento.

A reportagem da Folha diz também que Cuiabá e Salvador teriam aderido “a um lobby composto por empresas de ferrovias e construtoras” para modificar seus projetos de BRT (sigla em inglês para “trânsito rápido de ônibus”) por VLT (veículo leve sobre trilhos) ou metrô. O jornal diz ainda que esses são projetos mais caros e que não ficariam prontos para o evento.

 Projeto - A Folha diz que a diretora de Mobilidade Urbana do ministério, Luiza Vianna, defendeu nos encontros a manutenção do que já está projetado. Mas o coordenador-geral de Infraestrutura da Copa do Ministério do Planejamento, Guilherme Ramalho, pediu uma solução de consenso vinda das cidades.

A reportagem da Folha segue dizendo que, em Salvador, a troca de sistemas faria com que a obra de R$ 600 milhões, que seria o custo de implantação do BRT, passaria para R$ 2,7 bilhões com a adoção do sistema sobre trilhos. Revela também que esse seria o custo de um projeto apresentado pela Invepar (empresa de transporte da Construtora OAS com fundos de pensão estatais). Ainda segundo o jornal, “os estudos da Invepar chegaram a um número de passageiros 2,5 vezes maior que todos os outros dados disponíveis para o corredor entre o aeroporto e a área central”.

A reportagem afirma que o projeto básico de BRT, elemento essencial para licitar a obra, já está concluído em Salvador e em análise desde 2010. Mas o processo está parado devido à indefinição sobre a escolha do modal.

O chefe do Escritório Municipal da Copa (Ecopa), Leonel Leal (que a Folha diz, equivocadamente, ser o “secretário da Copa do governo da Bahia”), informou ao jornal que a prefeitura, responsável pelo projeto de BRT, e o governo do Estado, que está fazendo o projeto de trilhos, estão conversando para apresentar um projeto de consenso.

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