Comentário na Metrópole: CNJ revela desordem no TJ-BA, afirma Lenilde Pacheco

4/02/2014 - 20:34 |

 

REDAÇÃO

Equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permanece em Salvador até esta quarta-feira (dia 05), reexaminando  a  atuação do Tribunal da Bahia,  em continuidade ao trabalho instaurado em abril do ano passado. O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, fez questão de vir à capital baiana para demonstrar que a fiscalização é pra valer, afirma Lenilde Pacheco, em comentário na Rádio Metrópole.

O desembargador empossado, Eserval Rocha, colabora com o CNJ e colocou em cumprimento todas as determinações da corregedoria. O objetivo é assegurar melhor aplicação do dinheiro público e tornar mais eficiente o serviço prestado à comunidade.

Entre as medidas saneadoras anunciadas pelo ministro  estão a suspensão de 92 linhas de celulares utilizadas por servidores e desembargadores, os gastos eram absurdos.

A compra de leite em pó também está foi proibida por uma razão  objetiva:  o TJ  da Bahia comprou 8 mil latas do produto em 2013, o equivalente a 24 mil litros de leite.

O ministro Francisco Falcão informou, ainda, que a Policia Federal e a Receita Federal ajudam a Corregedoria de Justiça a investigar a venda de sentenças por três desembargadores baianos.

Os dados apresentados em Salvador pelo CNJ revelam a dimensão dos problemas  vividos durante décadas no Tribunal da Bahia.

Francisco Falcão disse que ainda é preciso  afastar as maçãs podres.

Tomara que sim, que possamos ter uma Justiça célere, fazendo a sua parte no fortalecimento da democracia.

Assim, elegeremos  as latas de leite em pó como  símbolo de um modelo ultrapassado  de administração pública, conclui Lenilde.

 

Confira o áudio de Lenilde Pacheco, na Rádio Metrópole: CNJ revela desordem no TJ-Bahia


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