Senado promove palestras sobre cacauicultura no Sul da Bahia

15/04/2015 - 15:54 |

 

REDAÇÃO

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado promove nesta sexta-feira (17​), às 13 horas, no auditório do Centro de Pesquisa do Cacau da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacueira (Ceplac), localizado na Rodovia Ilhéus/Itabuna, o primeiro encontro do Ciclo de Palestras sobre a Cacauicultura.

O evento contará com a presença das senadoras Ana Amélia Lemos (PP-RS), presidente da Comissão; e Lídice da Mata (PSB-BA), autora do projeto de lei que estabelece ​percentual mínimo de 35% de cacau no chocolate produzido e comercializado no Brasil; do deputado federal Bebeto Galvão (PSB-BA), autor de projeto semelhante na Câmara, além de autoridades governamentais, pesquisadores e cacauicultores.

Além da audiência, ​na qual serão discutidos os principais aspectos, desafios e dificuldades enfrentados na cultura cacaueira, também haverá visita técnica ao Instituto Biofábrica do ​Cacau. “Além de discutir a dívida dos produtores, vamos analisar as propostas e alternativas para a retomada do setor​, que foi bastante prejudicado nas últimas décadas”, analisa Lídice da Mata.

Mais cacau no chocolate – Amplamente discutida no Senado, a iniciativa que prevê a obrigatoriedade do ​teor mínimo de 35% de cacau em todo chocolate produzido e comercializado em território brasileiro visa assegurar um direito básico do consumidor: saber exatamente o que está comprando, conscientizado de que está consumindo um alimento funcional. “Isso responde a uma demanda histórica da Câmara Setorial do Cacau, pois, de acordo com especialistas, o Brasil estaria na contramão da regulamentação da produção de chocolate, ​já que no passado, o brasileiro consumia um chocolate com maiores teores de cacau, mas a legislação foi alterada”, afirmou a parlamentar baiana​.

Lídice destac​a ainda o potencial do Brasil como um dos líderes do mercado de cacau e chocolate e ressalta a participação do País em feiras temáticas no exterior. “Na Bahia, por exemplo, em 2009, tínhamos apenas uma marca de origem. Agora, já chegamos a 20 marcas em 2014, o que demonstra o espírito empreendedor do povo baiano e a boa aceitação de um produto de qualidade superior. Podemos produzir um chocolate original, fino, gourmet e premium com alto teor de cacau e elevado valor agregado”, conta.

No Brasil, 70 mil famílias vivem da cultura do cacau ou dos serviços ambientais que este cultivo propicia aos recursos naturais na conservação da biodiversidade da flora, da fauna ou da qualidade das águas e de seus solos e, ainda, fomentar o incremento de cacau nos alimentos. “Ao elevar o patamar mínimo de cacau dos chocolates aqui produzidos ou importados para 35%, acompanhando o teor praticado na Europa e nos Estados Unidos, estaremos contribuindo para com a saúde da nossa população, incentivando o consumo do chocolate saudável. Essa é nossa ideia”, completa Lídice.

TAGS: