Salvador tem redução dos casos de dengue, zika e chikungunya

20/04/2017 - 17:49 |

 

REDAÇÃO

 

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Os primeiros quatro meses de 2017 têm apresentado uma queda acentuada no número de casos confirmados de dengue, zika e chikungunya em Salvador, informou a Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira (20).

Os dados, na avaliação da secretaria, apontam para a eficácia das estratégias aplicadas pelo município no controle da infestação pelo mosquito Aedes aegypti – que também é responsável pela transmissão do vírus da febre amarela, embora até agora, na Bahia, só haja registros da doença em macacos – na capital baiana.

Entre janeiro e abril deste ano, 116 casos de dengue foram confirmados. O número é cinco vezes menor que o registrado no primeiro quadrimestre de 2016, quando 626 pessoas tiveram diagnóstico positivo da doença. Em relação à chikungunya, o registro foi sete vezes menor, com 11 infectados até abril contra 79 no mesmo período do ano anterior.

Já o número de pacientes com zika chegou a 15 – menos da metade do que foi computado em 2016, quando 32 pessoas apresentaram sintomas da doença nos meses de janeiro a abril.

Levantamento – Nos primeiros meses de 2017, Salvador registrou índices de infestação predial entre 1 e 3,9. De acordo com o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegipti (LIRAa) de 2017, regiões como Cajazeiras, Águas Claras, Arraial do Retiro, Boca do Rio, São Caetano e Centro Histórico apresentam índice menor que 1, número considerado satisfatório pelos padrões sanitários.

Segundo a Secretaria de Saúde, a localidade com números mais alarmantes é a Lagoa da Paixão, no bairro de Valéria. Lá, o índice é de 10,9 de infestação para o Aedes aegypti.