Prisco pode se candidatar, mas não deve votar em 5 de outubro

6/09/2014 - 16:20 |

 

REDAÇÃO

Desembarque em Brasília no dia 18 de Abril - Foto: Arquivo

Mais uma polêmica envolve o vereador por Salvador e líder das duas maiores greves da Polícia Militar da história da Bahia, Marco Prisco (PSDB). Após deixar o presídio da Papuda, no Distrito Federal e se candidatar a deputado, o político não poderá sequer votar em si mesmo nas eleições de 5 de outubro próximo. Isso porque o candidato precisa cumprir uma série de restrições impostas pela Justiça, por conta das mobilizações que liderou, o impossibilita de sair de casa depois das 20h, nos finais de semanas e feriados. Como as eleições ocorrem num domingo, Prisco, mesmo candidato a cargo público, não poderá votar em si e participar do processo de apuração.

“Até mesmo os presos provisórios podem exercer o direito constitucional de voto”, critica a advogada do candidato, Marcelle Maron. De acordo com a advogada, “mesmo após o fim do período de manutenção da ordem pública durante a Copa do mundo no Brasil – argumento utilizado para mantê-lo preso por sessenta dias -, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, continua a pedir a prisão do candidato”.

Entenda - Prisco esteve preso entre 18 de abri e 4 de junho deste ano, em cumprimento à prisão preventiva, solicitada pelo Ministério Público Federal, para “garantia da ordem pública”.

No dia 23 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski rejeitou o pedido de liberdade feito por Prisco. Lewandowski destacou que a prisão foi decretada porque “o líder do movimento paredista em 2012, articulava mais uma vez a deflagração de outra greve, o que poderia ocasionar graves transtornos à população, a exemplo do que ocorreu naquele ano”.

Com a decisão, Prisco foi impedido de frequentar quartéis e manter contato com diretores de associações de militares. O juiz também proibiu o vereador de sair de Salvador sem comunicar a Justiça e determinou que seja monitorado por tornozeleira eletrônica.

Marco Prisco foi preso em Salvador, mas foi transferido a Papuda porque a ordem judicial determinava que ele deveria ficar recolhido em instituição prisional federal.

Ele liderou movimento grevista dos policiais militares da Bahia, encerrado no dia 17 de abril. A prisão do vereador, no entanto, foi motivada por outra greve, também liderada por ele, em 2012. No ano passado, o Ministério Público Federal na Bahia denunciou Prisco e mais seis pessoas por crimes contra a segurança nacional durante essa paralisação.

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