Para Lídice, uso da máquina desequilibrou a disputa

5/10/2014 - 12:29 |

 

REDAÇÃO

Eliana Calmon e Lídice na seção eleitoral

A candidata a governadora Lídice da Mata, do PSB, votou na manhã deste domingo (5), no Colégio Estadual Luís Viana Filho, no bairro de Brotas, em Salvador. Ela estava acompanhada da candidata a senadora Eliana Calmon, candidatos a deputado federal e estadual e correligionários. Lídice cumprimentou eleitores no caminho até a urna e, na saída, fez um balanço da eleição neste primeiro turno.

“Todo processo em que o eleitor vai a urna é muito rico e tem de ser comemorado, o que não quer dizer que por si só encerre o processo democrático. E estas eleições revelaram o limite democrático do país. A força do poder econômico se expressou nesta eleição de uma forma avassaladora. Isso é uma deformação da democracia. O modelo eleitoral brasileiro se esgota nesta eleição. Precisa ser repensado para valer, numa reforma política que garanta o acesso democrático aos cargos eletivos”, disse.

A candidata destacou que sua participação na campanha teve importante papel para a construção de uma terceira via política na Bahia. “Mesmo contra duas grandes máquinas, lutamos muito e considero que foi extremamente válida a nossa participação neste processo eleitoral. Queremos construiu um novo tipo de política, um novo caminho para a Bahia e para o Brasil. Se não dermos o primeiro passo ele nunca acontecerá. Sem dar o primeiro passo não conseguimos caminhar. Um novo caminho é necessário para o Brasil e para a Bahia”, completou.

A candidata disse acreditar que sairá das urnas com maior votação do que foi divulgado nas pesquisas de opinião e defendeu, numa reforma política, a proibição da divulgação de pesquisas durante a eleição. “Aqui na Bahia vimos pesquisas sendo manipuladas ao gosto de quem contratava”, afirmou.

Na entrevista, Lídice lamentou a morte de Eduardo Campos, fato mais marcante da disputa eleitoral no Brasil, e comemorou a quebra da polarização entre PT e PSDB na disputa pela Presidência da República, devido ao desempenho de Marina Silva, candidata do PSB. “A vinda de Marina levou à quebra dessa polarização. Estamos indo às urnas sem ter clareza do resultado, há uma disputa muito grande para saber quem vai ao segundo turno”, disse.

A candidata condenou, porém, os ataques a Marina que marcaram a disputa nacional. “Foi grande a ferocidade como se tentou desconstruir a imagem de Marina para o eleitor brasileiro. A difamação e a calúnia infelizmente viraram uma arma fundamental do jogo eleitoral no Brasil. A forma como isso ocorreu, com o uso descomunal da máquina, desiguala completamente as formas de disputa”, disse.

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