Justiça declara ilegal greve dos professores de Salvador

9/03/2016 - 17:47 |

 

REDAÇÃO

Foto: Divulgação

A greve dos professores da rede municipal de Salvador – que completa uma semana nesta quarta-feira (9) – foi declarada ilegal pela desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia. A magistrada determinou ainda o retorno imediato dos profissionais às atividades, sob o risco de pagarem multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

A decisão judicial atendeu ao pedido da Prefeitura, que, apesar da paralisação, garante ter mais de 60% das escolas em funcionamento desde o início da greve. Marilene Betros, diretora do Sindicato dos Professores da Bahia (Aplb-Sindicato), diz, no entanto, que este número se refere ao número de profissionais em greve. “Temos mais de 6 mil professores de braços cruzados”, avisa.

A diretora da Aplb diz ainda que o sindicato ainda não foi notificado da decisão judicial. “O que sabemos até agora nos foi passado pela imprensa. Nada oficial chegou até nós até o momento. A partir do recebimento da decisão, nosso setor jurídico analisará o caso”.

Greve - Em greve desde o dia 2 de março, os professores cobram da Secretaria Municipal de Educação (Smed) o cumprimento de acordo firmado durante a greve de 2014, que garantiu à categoria o direito a um período da jornada de trabalho fora da sala de aula, para que pudessem preparar melhor as atividades dos alunos.

A Smed informa que solicitou aos professores prazo até a sexta-feira (10) para cumprir o combinado, mas o sindicato decidiu por o tema em votação nesta quarta-feira, e a maioria dos profissionais optou pela paralização das atividades. Além do tempo adicional para preparação das atividades, a categoria cobra ainda um reajuste de 13º nos salários.

Em resposta aos professores, o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani disse, no início da paralisação, que a universalização da jornada será implantada 100% até o dia 10 e que a opção pela greve é meramente política.

De acordo com Marilene Betros, na quinta-feira, a Aplb fará um protesto na sede da Smed, na Avenida Garibaldi, para cobrar o cumprimento da medida junto ao secretário. Na sexta, às 9h, o sindicato fará nova assembleia no Ginásio de Esportes dos Bancários, no Largo dos Aflitos, Campo Grande.

 

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