Professores da rede municipal de Salvador entram em greve

3/03/2016 - 0:09 |

 

REDAÇÃO

Foto: Divulgação/Aplb-Sindicato

Professores da rede municipal de Salvador decidiram pela greve, em assembleia realizada nesta quarta-feira (2), no Estádio de Pituaçu, na Avenida Paralela. De acordo com o Sindicato dos Professores da Bahia (Aplb-Sindicato), o objetivo da categoria é universalizar a jornada de trabalho no município.

Segundo os professores, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) não cumpre com acordo firmado durante a greve de 2014, que garantiu à categoria o direito a um período da jornada de trabalho fora da sala de aula, para que pudessem preparar melhor as atividades dos alunos.

A direção da Aplb alega, entretanto, que o acordo não foi cumprido pela Prefeitura. A Smed informa que solicitou aos professores prazo até o dia 10 de março para cumprir o combinado, mas o sindicato decidiu por o tema em votação nesta quarta-feira, e a maioria dos profissionais optou pela paralização das atividades.

Além do tempo adicional para preparação das atividades, a categoria cobra ainda um reajuste de 13º nos salários.

Greve política - Em resposta aos professores, o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani diz que a universalização da jornada será implantada 100% até o dia 10 e que a opção pela greve é política.

“A grande maioria dos professores não quer a greve. Esse movimento está sendo comandado por alguns partidos radicais que não aceitam os avanços proporcionados até aqui pela Prefeitura de Salvador na área da educação. Oitenta e dois por cento das escolas já estão com a jornada integral implantada. Os 18% restantes serão implantados até o dia 10 de março, daqui a uma semana”.

Bellintani fala ainda dos investimentos realizados pela pasta. “A Prefeitura vai gastar por ano R$ 80 milhões para implantar a jornada integral. Tudo foi feito com muito diálogo. Agora a radicalização de um grupo pode prejudicar toda uma classe. Mas tenho certeza que o bom senso prevalecerá e a paralisação terá curta duração, até porque os alunos não podem ser prejudicados”, disse Bellintani .

 

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