“Sociedade brasileira precisa enxotar a intolerância política”, afirma Jaques Wagner

26/10/2015 - 16:18 |

 

REDAÇÃO

Jaques Wagner (Foto: Valter Campanato /ABr)

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta segunda-feira (26) que a sociedade brasileira precisa “enxotar” qualquer tipo de intolerância, incluindo àquela oriunda da área política. “A democracia só prospera num ambiente de tolerância”, ressaltou.

Em São Paulo, o ministro discursou em evento promovido pela revista Carta Capital, que premiou as empresas mais admiradas no Brasil. Para Jaques Wagner, a crise atual não aponta para nenhuma catástrofe. Aumento do diálogo e defesa da democracia são ideias que têm de ser debatidas.

O ex-governador da Bahia tem sido bastante duro em suas críticas aos oposicionistas, quando fala a respeito da atual situação política e econômica do país. Recentemente, nas redes sociais, o ministro avisou que o PT e o governo não se deixarão abater com as investidas da oposição. “Jamais vamos aceitar ameaças à democracia brasileira, conquistada com muita luta. Nosso governo aceita com naturalidade as críticas de adversários, mesmo aquelas que consideramos injustas”, disse.

Também presente ao evento, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo defendeu o debate sobre a reforma tributária que, em sua opinião, precisa ser mais racional e justa. “O trabalhador que recebe até cinco salários mínimo, gasta 55% da sua renda com impostos. Nas camadas mais ricas, esse gasto diminui. É um sistema muito regressivo”, avalia Belluzzo.

Outro participante da premiação, o economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto declarou que não houve um desvio de conduta da presidenta Dilma Rousseff que justifique pedido de impeachment. “As pedaladas fiscais sempre existiram nos estados, nos municípios, na União”, destacou. Delfim afirma que aceitar o resultado das últimas eleições é um processo didático para a oposição.

 

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