Geddel coloca em dúvida futuro da aliança nacional entre PMDB e PT para a eleição presidencial

30/05/2013 - 7:02 |

 

REDAÇÃO

Geddel Vieira Lima - Foto: Rede Tudo FM

Recém-eleito presidente do PMDB da Bahia, em convenção estadual, o ex-deputado Geddel Vieira Lima disse hoje (29) que seu nome será colocado entre os pré-candidatos com o objetivo de unificar as oposições. “Desejo ser candidato, mas se não houver mobilização em torno do meu nome, não serei empecilho”.

As declarações do vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal foram feitas durante o programa ‘Bahia Com Tudo’, da Tudo FM (102,5). “O importante é que a oposição tenha candidatura única para o governo do Estado, em 2014.  Estaremos juntos com os partidos de oposição para fazer com que a Bahia seja colocada em primeiro lugar, acima de quaisquer interesses partidários”.

Segundo Geddel, os partidos de oposição começam a elaborar um projeto alternativo de governo com metas para as áreas de segurança pública, saúde, educação, agricultura e convivência com a seca”.

Dúvida – Ao analisar o cenário nacional, o ex-ministro fez declarações surpreendentes. Sobre o eventual alinhamento do PMDB com a candidatura à reeleição da presidente Dilma, Geddel afirmou que o partido se sustenta na realidade local. “Se o PMDB nacional e baiano marcharem juntos na sucessão de 2014, será bacana. Do contrário, nossa prioridade é a Bahia”.

Ele pôs em dúvida a renovação da aliança federal com o PT: “O quadro está confuso. Haverá dificuldades para renovar a aliança. A política brasileira virou uma coisa tão misturada que essa história de caminho natural deixa de existir no momento em que você tem o vice-governador de São Paulo, que é vice-governador do PSDB em São Paulo, sendo ministro do PT. Então, não há essa obrigatoriedade de a posição nacional do PMDB ser acompanhada necessariamente nos Estados”.

Na opinião de Geddel, a economia pode comprometer a reeleição de Dilma Rousseff e os presidenciáveis da oposição Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) vem com a disposição da ‘nova geração’.

O ex-ministro respondeu a perguntas dos ouvintes que cobraram, por exemplo, a responsabilidade do PMDB na eleição do ex-prefeito João Henrique, em 2008. “Foi um erro tê-lo apoiado, mas contribui para a execução de obras importantes como da Avenida Centenário, Imbuí e Nilo Peçanha”, citou. “Do ponto de vista político, eu já disse e volto a dizer: foi um erro. Minha culpa, minha máxima culpa”.

Já no encerramento do programa, Geddel citou a importância da reforma tributária em tramitação na Câmara de Salvador: “Apelo ao espírito público da oposição para aprovar reforma tributária proposta pelo prefeito ACM Neto”.

Clique para ouvir a entrevista: GEDDEL VIEIRA LIMA-29-05-2013

SERVIÇO

Programa Bahia Com Tudo – Tudo FM (102,5)

De Segunda a Sexta, das 17h50 às 19h

Apresentação: Andrea Mendonça, Lenilde Pacheco e André Spínola

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