Ministério da Saúde confirma 230 casos de microcefalia relacionada ao vírus zika no Brasil

20/01/2016 - 17:53 |

 

REDAÇÃO

Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (20), 230 das 3.893 notificações de casos suspeitos de microcefalia causada pelo vírus zika no país. De acordo com o boletim epidemiológico apresentado, as notificações foram registradas em 764 municípios de 21 unidades da federação.

Desde outubro do ano passado a notificação de microcefalia pelo sistema de saúde é obrigatória, em função do aumento inesperado da ocorrência da malformação devido ao vírus zika.

Nas duas primeiras semanas de 2016 foram notificados 728 casos suspeitos de microcefalia. O ministério descartou 282 registros da malformação, e foram registradas 49 mortes pela malformação congênita, sendo que, destas, seis tiveram confirmada a relação com o zika.

Investigação – O boletim traz também o resultado da investigação laboratorial do sexto caso, um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o zika diagnosticada em laboratório. De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, os sistemas de saúde dos estados estavam interpretando de forma diferente o protocolo para registro dos casos. Por isso, houve problemas para a confirmação.
O governo, então, atualizou o protocolo para que as interpretações fossem unificadas. “Nos próximos boletins talvez possamos falar com mais segurança dos casos confirmados e descartados”, disse o diretor.

Pernambuco, com 1.306 casos suspeitos, 33% do total, é o que tem o maior número de registros. Em seguida estão Paraíba, com 665 casos, Bahia, com 496 e o Ceará, com 216. O Rio Grande do Norte tem 188 casos.

Maierovitch ressalta que a prioridade do Ministério da Saúde é prevenir a malformação controlando o mosquito. Segundo o diretor, o ministério estuda alterar a metodologia de notificação do zika. Atualmente é usado o método sentinela, pelo qual alguns casos de uma região são comprovados laboratorialmente e os seguintes por diagnóstico clínico.

Os serviços de saúde não são obrigados a registrar todos os casos da doença uma vez que a capacidade de diagnóstico é baixa e, 80% dos infectados não apresentam sintomas.

A capacidade atual dos laboratórios é de aproximadamente mil diagnósticos de zika por mês. A expectativa é que nos próximos meses a capacidade chegue a 20 mil.

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