Instituto de pesquisa francês alerta para a ameaça à saúde representada pelo zika vírus

9/01/2016 - 13:39 |

 

REDAÇÃO

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas.

Transmitido por mosquitos como o aedes aegypti, da dengue, o zika representa uma ameaça para a saúde humana, embora a infecção passe muitas vezes despercebida.

O tipo do vírus em circulação na América desde 2015, já provocou epidemia “sem precedentes”, segundo o Instituto Pasteur, da França.

No Brasil, o vírus é associado ao aumento de casos de enfermidades como a microcefalia, que já atingiu centenas de crianças no país.

O instituto francês informou, neste final de semana que um estudo que desenvolve sobre a sequência genética do vírus zika vai aos poucos ajudando a compreender sua evolução para desenvolver ferramentas de diagnóstico.

O zika foi identificado pela primeira vez em Uganda em 1947, num macaco. Ele pertence à mesma família do vírus da dengue e da febre amarela e os primeiros casos detectados em humanos foram registrados em 1968, segundo a Organização Mundial da Saúde. Na maioria dos casos (entre 70% e 80%), a infeção passa despercebida e os sintomas são semelhantes aos da gripe, com erupções na pele.

O zika pode também manifestar-se por meio de uma conjuntivite ou dor nos olhos, assim como por inchaço nos pés e nas mãos. Até agora, nenhuma morte causada pelo vírus foi registrada, segundo a agência norte-americana para o monitoramento e a prevenção de doenças. No entanto, dois tipos de complicações graves têm sido descritas, principalmente neurológicas e malformações em fetos, o que obriga a uma “vigilância do surto”, alertou o Ministério da Saúde francês.

Tratamento – Ainda não existe medicamento ou vacina específica contra o vírus. O único tratamento é a ingestão de analgésicos para reduzir a dor. Para proteção, o Ministério da Saúde francês recomenda que se evite ser picado por mosquitos, usando roupas largas, repelentes e mosquiteiros.

As mulheres grávidas, especialmente, devem ficar vigilantes. Depois de ter sido detectado na África, Ásia e no Pacífico, a doença atingiu o Continente Americano em 2015, sendo o Brasil o país mais afetado. O Ministério da Saúde lembra que o vírus pode chegar ao sul da Europa, especialmente a França, entre maio e novembro.

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