Greve de professores deixa sem aulas alunos das 20 mais caras escolas particulares de Salvador

29/05/2012 - 17:23 |

 

JOSÉ CARLOS TEIXEIRA

Pouco mais de 400 professores de 20 escolas particulares de Salvador cruzaram os braços nesta terça-feira (29), primeiro dia da greve da categoria, mas isso não significa, no entanto, que o movimento não tenha representatividade – afinal, os estabelecimentos que ficaram sem aulas estão entre os mais caros da capital baiana, com mensalidades girando em torno de R$ 1 mil.

A greve afeta escolas como Gregor Mendel, Anchieta, Antônio Vieira, Cândido Portinari, Dois de Julho, Gênesis, Integral, ISBA, Módulo, Salesiano, Oficina e São Paulo, entre outras.

Pela manhã, os professores fizeram uma nova assembleia, quando rejeitaram, mais uma vez, a contraproposta de reajuste salarial feita pelo sindicato patronal e reafirmaram a decisão de manter a paralisação.

Os professores querem um reajuste salarial de 14,88%, sendo 4,88% referente à reposição inflacionária anual calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mais 10% de ganho real, além de uma série de vantagens incluídas na pauta de reivindicações.

As escolas, porém, oferecem apenas 5% de reajuste e descartam os demais itens da pauta de reivindicações.

Passeata – O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) pretende intensificar a mobilização, com o objetivo de ampliar o movimento e estender a paralisação às demais escolas.

Na quarta-feira, por exemplo, um grupo de grevistas vai fazer uma manifestação em frente ao Centro Educacional Emmanuel Kant, no bairro do IAPI – não por coincidência, a escola pertence a Natálio Dantas, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia.

Na quinta-feira, eles participam de uma passeata de Ondina ao Farol da Barra, ao lado dos professores da rede estadual de ensino, que estão em greve há 49 dias, deixando sem aulas mais de 1 milhão de alunos.

Nova assembleia dos professores das escolas particulares está marcada para as 14h de quinta-feira, na sede do Sindiquímica, no Tororó.

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