Centrais sindicais consideram greve geral exitosa; ministro da Justiça diz que foi ‘um fracasso’

28/04/2017 - 21:55 |

 

REDAÇÃO

Ato de protesto contra as reformas em Brasília (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

As duas maiores entidades sindicais do país – a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical – avaliam como exitosas as manifestações e paralisações de várias categorias de trabalhadores em todo o país em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Social. O governo, porém, avaliou a greve geral como  um “fracasso”

Em várias cidades do país, trabalhadores pararam atendendo à convocação de greve geral feita pelas centrais. Em alguns casos, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.

Na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas, a paralisação deve ser “a maior greve já realizada no país”. Freitas destacou a adesão aos protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Brasília.

Para o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), os trabalhadores decidiriam se mobilizar porque há “propostas viáveis para que o país retome o seu crescimento econômico sem a perda de quaisquer direitos trabalhistas, previdenciários e sociais”. Em comunicado divulgado no fim da tarde, a Força estima que 40 milhões de trabalhadores pararam nesta sexta-feira.

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, após conversa com outros colegas no Palácio do Planalto, disse à Agência Brasil que a avaliação do fracasso da greve foi “uma constatação” feita depois de se observar que o movimento de rua foi restrito aos grandes centros e que a baixa adesão da população dá força às reformas.

De acordo com o ministro, as centrais sindicais usaram a estratégia de paralisar os serviços de transportes, o que impossibilitou muitos trabalhadores de comparecer aos serviços. “Esta foi uma estratégia das centrais, o que demonstra que a greve não foi real”, disse Serraglio. Se fosse uma greve real, isso não seria necessário, porque não haveria demanda pelo transporte, as pessoas estariam paradas, acrescentou.

Paulinho da Força, por sua vez, reconheceu que a não adesão de categorias como aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (trabalhadores dos aeroportos) reduziu o impacto da paralisação. Em São Paulo, tanto no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, como no terminal de Congonhas, na zona sul da capital, a operação durante o dia foi normal.

 

Fonte: Agência Brasil