Associação de Policiais Militares informa que é contra a nova paralisação da categoria

19/04/2014 - 9:11 |

 

REDAÇÃO

Em nota divulgada na manhã deste sábado (19), a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) informa que não apoia qualquer movimento de retorno à greve da categoria, em retaliação à prisão do vereador Marco Prisco (PSDB). Na carta, a entidade diz que fará o possível para garantir o retorno das atividades e que preza pela manutenção da ordem pública.

Na mensagem, a associação reforça também a posição de que a categoria considera que a prisão de Prisco ocorreu sem fundamento jurídico. Além disso, continua a nota, a Aspra acredita que, apesar de o mandado ter sido expedido pela Justiça Federal, “o mesmo foi solicitado de maneira velada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que vem negando publicamente a sua participação no episódio”.

Dando prosseguimento à mensagem, a Aspra diz que discutiu, durante a noite, qual seria a posição da associação, e reitera “que um processo de aquartelamento neste momento, poderia trazer mais desconforto e insegurança para todos, policiais e sociedade civil”, pregando então a suspensão de qualquer indício de retorno ao movimento.

Confira a íntegra da nota da Aspra:

“Carta aberta aos policiais e bombeiros militares e à sociedade baiana

A Aspra vem a público informar que sempre prezou pela manutenção da ordem pública, e vem fazendo um esforço imenso para reverter uma possível paralisação espontânea da tropa, em razão da prisão de Marco Prisco, Coordenador Geral da entidade.

Entendemos que a prisão preventiva foi sem fundamento, pois, a partir do momento em que as atividades foram normalizadas, perdeu-se o objeto da ação que a motivou, além de que o momento foi inapropriado diante das recentes manifestações ocorridas na Policia Militar e principalmente quando o clima de tranquilidade retornava à sociedade civil e ao seio da tropa.

É importante reforçar que embora o mandado de prisão tenha sido expedido pela Justiça Federal, o mesmo foi solicitado de maneira velada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (que vem negando publicamente a sua participação no episódio), inclusive, no mesmo período em que o próprio Marco Prisco ainda tentava, através da negociação com a área sistêmica do governo, evitar o movimento que acabou sendo deflagrado pela tropa em assembleia do ultimo dia 15.

Durante toda a noite de ontem e madrugada de hoje, a entidade discutiu como seria seu posicionamento frente a tropa, sabendo que sua decisão servirá de norte aos policiais que corroboram com seus ideais, a Aspra entende que um processo de aquartelamento neste momento, poderá trazer mais desconforto e insegurança para todos, policiais e sociedade civil.

A Aspra continuará em permanente ALERTA ao desenrolar dos fatos nos próximos dias e buscando sempre manter o diálogo.

Por fim, a sociedade precisa de PAZ e os policiais militares farão o possível para proporcionar o retorno da tranquilidade social.”

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