ACM Neto diz que governo federal deixa de repassar R$ 80 milhões por ano para a saúde de Salvador

29/02/2016 - 15:36 |

 

REDAÇÃO

O governo federal deixou de repassar R$ 80 milhões anuais para a saúde pública de Salvador, o que compromete a assistência nas áreas de média e alta complexidade no atendimento à população. A informação foi revelada pelo prefeito ACM Neto, durante coletiva realizada nesta segunda-feira (29), no Palácio Thomé de Souza.

“Nós estamos executando acima do teto, chegando a 115%, enquanto o Governo do Estado não consegue executar o orçamento. Se a gente recebesse esse dinheiro que a União deixa de repassar poderíamos ampliar o credenciamento de hospitais para serviços de oncologia, por exemplo, ou para cirurgias eletivas. Na minha opinião isso acontece por uma decisão política do governo federal, já que eles elevaram o teto do município do Rio de Janeiro”, alfinetou Neto.

O prefeito disse também que a capital baiana passou a investir, desde 2013, 19% do orçamento no setor, contra 15% da administração passada. “Fechamos o ano passado com o maior volume de realizações na área e dobramos o número de equipes do Programa de Saúde da Família. A população que era atendida pela atenção básica saiu de 18% para 50%”, frisou.

ACM Neto disse ainda que encontrou a Prefeitura com apenas uma Unidade de Pronto-Atendimento em funcionamento. Hoje já são cinco UPAs administradas pela gestão municipal. Além disso, a Prefeitura começa a construir em 2016 o primeiro Hospital Municipal de Salvador.

Denúncia - Sobre a reportagem exibida na noite de domingo (28) no programa Fantástico, da Rede Globo, ACM Neto afirmou que a matéria revela a situação em que se encontra a rede hospitalar estadual de saúde, bem como a falta de repasses federais para o setor.

“Enquanto nós ampliamos nossos investimentos e lançamos projetos novos, como a construção do primeiro Hospital Municipal de Salvador, a matéria exibida pelo Fantástico revela a situação da rede hospitalar estadual e a falta de repasses da União para o município. Isso tem sido objeto de luta minha e já perdi as contas de quantas vezes estive no Ministério da Saúde para tratar disso”, lembra Neto, que prossegue, “tenho todas as audiências documentadas desde 2013. Estamos, inclusive, financiando coisas que são da responsabilidade do governo federal. Ano passado, ficamos três meses sem receber recursos federais. Paguei tudo em dia porque cobri obrigações que não eram da Prefeitura”, finalizou.

 

TAGS: