Grávidas dos EUA são alertadas a evitar o Brasil por causa do zika vírus

16/01/2016 - 10:35 |

 

REDAÇÃO

Foto: Divulgação

Por conta dos aumento crescente dos casos de microcefalia relacionada ao zika vírus no Brasil e dos relatos sobre a presença da doença em outros países da América Latina e do Caribe, as autoridades sanitárias dos Estados Unidos recomendaram às grávidas do país que evitem viajar para estes locais, como medida de segurança.

A recomendação – considerada de Nível 2 em uma escala cujo maior risco é representado pela classificação 3 – partiu do Centro de Prevenção e Controle de Moléstias (CDC) dos EUA, que faz este tipo de sugestão pela primeira vez.

Além do Brasil, a recomendação do CDC vale para Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Suriname, Venezuela e Porto Rico.

Números – Os números referentes à infecção pelo zika vírus ainda são inconclusivos no Brasil, mas, de acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2015, 843 pessoas morreram no país em decorrência da dengue. O fato da zika estar associada ao ressurgimento de outras enfermidades também preocupa as autoridades sanitárias brasileiras.

Até o momento, a doença é suspeita intensificar moléstias consideradas graves. Além da microcefalia, cujos índices crescem vertiginosamente, a Síndrome de Guillain-Barré – uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano – surge agora como mais uma complicação que pode ser agravada com a picada do Aedes.

Em relação à microcefalia, a situação é ainda mais grave. Em balanço divulgado esta semana, o Ministério da Saúde brasileiro informou que 3.530 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus zika em recém-nascidos foram notificados no país entre 22 de outubro de 2015 e 9 de janeiro. Na Bahia, são 450 casos.

A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

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