Delcídio é pressionado para aceitar delação premiada antes do Natal

28/11/2015 - 13:47 |

 

REDAÇÃO

Delcidio do Amaral (Foto: José Cruz / ABr)

Pessoas próximas a Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na quarta-feira (25), na 21ª fase da Operação Lava Jato, estão pressionando o senador pra que aceite fazer um acordo de delação premiada com a Justiça, de modo que ele possa deixar a cadeia a tempo de passar as festas de final de ano com a família. Na próxima semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar acusação formal contra o senador.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, amigos do senador consideram quase nulas as chances de Delcídio deixar a cadeia ainda em 2015, sem que ele revele mais do que está contido na gravação feita por Bernardo Cerveró – filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, também preso na Lava Jato.

Na gravação, Delcídio afirmou ter influência sobre diversos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de detalhar um plano de fuga para Cerveró, que passaria pelo Paraguai. Caso aceitasse manter silêncio quanto à sua participação em malfeitos cometidos na Petrobras, Delcídio do Amaral prometeu ainda uma mesada de R$ 50 mil para Cerveró e família.

Delação - Conforme descrito no jornal, espera-se que, na delação, Delcídio forneça mais detalhes sobre os desvios de recursos na  estatal. Em seu depoimento à Polícia Federal, na quinta-feira (26), o senador teria citado, de forma espontânea, que a presidente Dilma Rousseff desde a época em que atuou como secretária, no Rio Grande do Sul.

“A então ministra (de Minas e Energia no governo Lula) Dilma já conhecia Nestor Cerveró desde a época em que ela atuou como secretária de Energia no governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul”, disse.

E este parece ser mesmo o caminho. Reportagem publicada na edição deste sábado (28) da revista Época informa que o senador jhá iniciou tratativas com a Procuradoria-Geral da República para fazer a delação premiada.

Entretanto, os defensores do senador informam que já não interessam mais aos procuradores informações sobre o envolvimento de Nestor Cerveró. “Se quiser conversa, Delcídio vai ter que atirar para cima”, disseram.

 

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