Corte no Orçamento não reduz fiscalização da CGU, diz Hage

17/02/2011 - 16:04 |

 

LENILDE PACHECO

A malha fina usada para pegar prefeitos que recebem dinheiro federal para obras ou serviços nos municípios brasileiros e promovem o desvio de finalidade no uso das verbas vai permanecer em uso durante 2011, apesar do aperto no Orçamento da União. Quem garante é o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. Segundo ele, não haverá enfraquecimento das ações de fiscalização nos municípios devido ao corte de verbas de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo na última semana.

O ministro baiano explicou que não haverá diminuição. Entretanto, lamentou que não será possível ampliar a quantidade de cidades a serem fiscalizadas.

Jorge Hage observou que que todos os integrantes do governo entendem essa necessidade, embora cada ministro, em sua área, lamente a aperto nas finanças. Segundo ele, o principal impacto da medida na CGU será a impossibilidade de realizar novos concursos.

Para a CGU, as restrições de gasto em custeio e investimento não comprometem tanto a perspectiva de trabalho. Neste momento, é a impossibilidade de realização de concursos que mais preocupa, diante do quadro de pessoal enxuto.

Hage diz que a controladoria tem perdido servidores que migram para outras carreiras públicas que oferecem melhor remuneração. O corte orçamentário adiará a realização de concursos públicos para contratação de 300 auditores. “No máximo, conseguiremos a autorização neste ano para realizar o concurso no primeiro semestre do ano que vem”.

O ministro afirmou que uma das formas de o órgão economizar é o aperfeiçoamento do processo de informatização da fiscalização. “O cruzamento de dados online pode dispensar a necessidade de funcionários estarem no local apurando in loco, o que resulta em economia”.